O juiz, ex-vereador e o advogado, Clóvis
Corrêa, que representa o primo Pedro Corrêa judicialmente, concedeu entrevista
exclusiva nesta sexta-feira (10.04) para a bancada da Rádio Jornal sobre o novo
mandato de prisão do ex-deputado, na Operação Lava Jato, que investiga
corrupção e desvios de verba em órgãos públicos. Atualmente o médico cumpre
pena no regime fechado na penitenciária de Canhotinho, Agreste do Estado, pelo
processo conhecido como Mensalão do PT.
Como Pedro Corrêa já cumpriu 1/6 da pena, era esperado
que ele fosse liberado para o regime semi-aberto. A multa de R$ 47 mil exigida
para a progressão de pena foi paga nessa quinta-feira, porém, com o novo
mandato de prisão, a expectativa de liberação pode ser frustrada.
De acordo com Clóvis Corrêa, que é primo de Pedro Corrêa,
como o ex-parlamentar está preso, ele não deve ser levado para Curitiba junto
com os demais presos na 11ª fase da Operação Lava Jato. Por isso, um filho e
uma nora dele foram levados para prestar depoimento.
Com declarações
fortes, Clóvis Corrêa afirmou que a corrupção faz parte da política e não está
nos eleitos, e sem no processo eleitoral. "Um deputado federal precisa ter
90 mil votos e isso custa R$ 8 milhões. Se o sujeito só ganha R$ 1,5 milhão,
onde ele vai arranjar esse dinheiro?", disse.
Clóvis Corrêa ainda afirmou que a corrupção na política é
causada pelos eleitores, que vendem o voto, e pelos financiadores das
campanhas, que esperam retorno do investimentos. "Os financiadores pedem
ajuda, pedem aprovação de projetos. Os deputados se tornam meros despachantes
dos empresários", disse.
Em relação à responsabilidade de Pedro Corrêa nos
processos investigados pela Operação Lava Jato, Clóvis afirmou que o juiz
Sérgio Moro está sempre correto. "Os advogados de indiciados esperam que
ele cometa um erro, mas esse cidadão nunca erra", diz.

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