O IML de Petrolina é uma questão de saúde pública. Um ambiente medieval que deve ser interditado até que se ofereçam condições humanas de uso.
No Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife, Petrolina e Caruaru, os diretores do Sinpol encontraram um ambiente de insalubridade medieval, em pleno século XXI.
No IML de Petrolina, encontramos a seguinte realidade:
· A rampa de acessibilidade da calçada estava quebrada e remendada com asfalto
· Muitos dos ar-condicionados estão quebrados;
· Constante ausência de médicos legistas;
· Alojamento para as pessoas do administrativo com camas quebradas, colchões sujos;
· A máquina de radiologia guardada indevidamente no depósito;
· Não existe armário para guardar materiais de limpeza e higiene;
· Materiais coletados expostos sem lugar adequado e seguro para acondicionamento;
· Aparelho para exame sexológico não está sendo utilizado por falta de estrutura;
· A sala do gestor é no antigo banheiro, mesmo assim, cheia de caixas empilhadas;
· Gambiarras elétricas por todos os lados;
· Depósito de lixo improvisado;
· Beliches dos alojamentos comprados pelos próprios funcionário e colchões mofados;
· Sala de material para utilizar nas perícias sem as mínimas condições de acondicionamento;
· Pouca quantidade de Macacões (roupa de trabalho) utilizadas pelos profissionais para fazer a perícia;
· Local para higienização dos materiais utilizados nas perícias precário. Uma torneira sustentada por quatro tijolos;
· Local para guardar as EPIs para necropsia em armário improvisado pelos funcionários;
· Teto com infiltrações, goteiras, rachado;
· Péssimas condições do local onde os carros deixam os corpos;
· As geladeiras têm apenas quatro gavetas e os corpos são acumulados, chegando a suportar quatro corpos em uma só gaveta;
· Também existe gavetas quebradas, com vazamento e estrutura rachada;
· A falta material para exame laboratorial é crônica;
· O “mata mosca” não funciona mais.


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