Os professores da Rede Estadual de Ensino não entraram em um acordo com
o Governo de Pernambuco e retomaram a greve na última sexta-feira (29.05). Esta
é a segunda vez que a categoria paralisa as atividades durante o ano letivo de
2015 e a principal reivindicação é o cumprimento do Piso Salarial determinado
pelo Ministério da Educação (MEC) que prevê o reajuste de 13,01% no
salário-base.
A última greve foi suspensa dia 4 de maio após ter durado 24 dias. A
proposta era dar continuidade às negociações. Mesmo voltando às salas de aula,
os professores continuaram em estado de greve. Segundo o coordenador do
Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe),
Robson do Nascimento, alguns pontos da pauta tiveram avanço, com exceção da
principal reivindicação.
“Na principal pauta, que é o reajuste do piso salarial, não tivemos
avanço. O governo apresentou proposta de 7,1%, isso parcelado em 4 vezes. A
categoria, que exige os 13,01%, entendeu que esta não é a proposta e decidiu
voltar ao movimento”, explicou. Entre as propostas que tiveram avanço, Robson
destacou as medidas administrativas, o Plano de Cargo, Carreiras e Vencimentos
(PCCV) e o vale-alimentação.
Em Petrolina, 46.200 alunos deverão ficar sem aula. O
sindicato ainda está fazendo um levantamento dos trabalhadores que aderiram à
paralisação. “Como tem um grande número de contratados na rede estadual, eles
são pressionados e estão ameaçados de demissão”, disse. Nesta terça-feira
(02.06), uma assembleia está marcada para acontecer em Recife para avaliar os
dois dias de paralisação.

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